NAQUELE DIA EM DALLAS

Hoje faz 57 anos do assassinato de John F. Kennedy (John Fitzgerald Kennedy, 1917-1963), 35° presidente dos Estados Unidos. Durante o seu governo houve a Invasão da Baía dos Porcos, a Crise dos mísseis de Cuba, a construção do Muro de Berlim, o início da Corrida espacial, a consolidação do Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos e os primeiros eventos da Guerra do Vietnã. Onde eu estava naquele dia? Lembro. Impossível esquecê-lo. Eu e os amigos de uma infância inteira, “os filhos da Dóris” (Nelson, Leda, Alexandre, Guilherme, Raul e Paulinho) estávamos colando figurinhas “carimbadas” de jogadores de futebol (preferencialmente do Santos, de Pelé e do Botafogo, de Garrincha) quando O Seu Repórter Esso (primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil) nos contou da tragédia. Naquele dia em Dallas em tinha sete anos de idade e nada mais. 

22.11.2020


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LINDOLF BELL E A CATEQUESE POÉTICA

“Deixarei por herança não o poema mas o corpo no poema aberto” 

Conheci o poeta Bell (Lindolf Bell, 1938-1998) nos anos 80. Dizia sempre: “menor que o meu sonho não posso ser”. Quem nos apresentou foi o também poeta catarinense Péricles Prade, na época Presidente da UBE- União Brasileira de Escritores. Disse-me: “Scortecci, hoje o Bell vai relançar no Spazio Pirandello o livro As Annamárias. Vamos?” Fomos! Eu, Péricles, Caio Porfírio Carneiro, Lauro Vargas e praticamente toda a diretoria da entidade. O Spazio Pirandello (Rua Augusta 311, 1980-1985) era no início dos anos 80 ponto de encontro de jornalistas, escritores e intelectuais. Foi lá que conheci Loyola, Moacir Amancio, Mario Prata, Caio Fernando Abreu e outros. Naquela noite - inesquecível e até hoje lição de catequese poética - Bell declamou o Poema das Crianças Traídas: “Eu vim da geração das crianças traídas. Eu vim de um montão de coisas destroçadas. Eu tentei unir células e nervos mas o rebanho morreu. Eu fui à tarefa num tempo de drama. Eu cerzi o tambor da ternura, quebrado...Eu sou a geração das crianças traídas. Eu tenho várias psicoses que não me invalidam...” Trocávamos vez por outra “cartas” datilografadas. A última foi de 11 de maio de 1991 e nela ele escreveu: “De muitas maneiras, (e não tantas neste país), as pessoas resistem no ofício.” Verdade. Não podemos ser menores que os nossos sonhos. 

15.11.2020


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Pétrea é poesia!

Pétrea é poesia. Imutável e perpétua. É poesia pronta, que não pode, não deve, não sofre com as verdades, com as mentiras, com o temporal, com os interesses disso ou daquilo e nem com o antagonismo dos versos. É poesia! Quer mudar? Faça outra. Escreva uma nova. Reescreva-se. Outro algo qualquer e diferente. Pétrea - é pedra. É vocábulo das garantias individuais e do direito. Pétrea na poética é mãe. É genitora! Dela nascem as palavras, as escolhas, os deveres, os anseios, os medos, as paixões e as alforrias. É o que somos: regras de liberdade! Pétrea é poesia pronta. Imutável e perpétua. Igual morte.

09.11.2020

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DE SÁ COPIADORA, PICOTADEIRA DE PÉ E GRAFICA SCORTECCI

História da história. Montei a Gráfica Scortecci no ano de 1986, quatro anos depois da editora. Estava confortável imprimindo os livros da editora na De Sá Copiadora. A gráfica ainda existe e funciona no mesmo endereço: Rua Francisca Miquelina, 155, Bela Vista, São Paulo.  Eram - na época - três sócios: Bernardo, Marinho e Sérgio. Os dois primeiros já faleceram. Ano passado conversei com o Sérgio, pelo telefone. Prometi visitá-lo, mas com a Covid-19, o encontro foi adiado. Até o ano de 86 tinha publicado perto de 500 títulos, em primeira edição. Foi o sócio Bernardo que me comunicou o fim da parceria: “Scortecci, fechamos um mega contrato com a GM - General Motors - para imprimir o catálogo deles de peças e serviços. Vou ter que parar de imprimir os seus livros. Você não vai ficar na mão.” O sócio Marinho apresentou-me então ser irmão caçula de nome Claudio - Operador de IBM Composer - que por sua vez me apresentou um impressor de offset de mesa, de nome Lamartine, da zona Leste. Montei então o início da Gráfica Scortecci: uma pequena oficina de acabamento de livros, com três máquinas mecânicas: uma picotadeira de pé (foto), uma guilhotina de 50 de boca e uma vincadeira de capas. No piloto da “picotadeira de pé” contratei uma magrela alta e muito feia. Seu nome? Não me lembro. A moça era uma “fera” na máquina de pedal. Trabalhava feliz e sua produção de 5 em 5 folhas, por vez, era incrível. “Você gosta de trabalhar na picotadeira?” Perguntei. “Sim. Muito.” Respondeu. “Posso saber o motivo?” Insisti. “Preciso tornear e embelezar as minhas coxas e pernas.” Respondeu. Alguns meses depois - confesso - suas belíssimas pernas eram o assunto na empresa. Depois de dois anos de “picotadeira de pé” pediu as contas. “Posso saber o motivo?” “Aconteceu alguma coisa?” Perguntei. “Não. Vou me casar! Já consegui o que queria: um marido!” E assim foi.   

02.11.2020  


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Épico de Gilgamesh e as leis de Ranganathan

O bibliotecário indiano Ranganathan (Shiyali Ramamrita Ranganathan, 1892-1972) é considerado o pai da biblioteconomia e o fundamentador (obra extensa com mais de sessenta livros sobre o assunto) das cinco Leis de Ranganathan: 1) Os livros são escritos para serem lidos. 2) Todo leitor tem seu livro. 3) Todo livro tem seu leitor. 4) Poupe o tempo do leitor. 5) Uma biblioteca é um organismo em crescimento. A Epopeia ou Épico de Gilgamesh - coleção de placas em argila contendo textos - é um poema épico da Mesopotâmia escrito em cuneiforme (tipo de escrita, criada pelos sumérios por volta de 3200 a.C, feita com objetos em formato de cunha). Está na Biblioteca de Nínive - criada pelo rei assírio Assurbanípal. Foi encontrada no século XIX por arqueólogos ingleses e data do século VII a.C. A narrativa da Epopeia de Gilgamesh conta os eventos de Gilgamesh, rei de Uruk (quinto rei de Uruk, cidade da Suméria - posterior Babilônia - situada a leste do rio Eufrates, a sul-sudeste de Bagdá). Na história narrada pelo poema, Gilgamesh é apresentado como um rei despótico, arrogante, que oprimia o seu povo e conta sua epopeia em busca - sem sucesso - da humildade, caminho espiritual para a imortalidade.

01.11.2020

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Picasso - "Pedaço de pele”, tela e tinta

“Pedaço de pele”, tela e tinta. Hoje aniversário de 139 anos de Picasso (Pablo Ruiz Picasso, 1881-1973) - gênio da pintura - que também foi poeta e dramaturgo. Escreveu: “No final de contas, todas as artes são apenas uma. É possível escrever uma pintura com palavras como é possível pintar sensações num poema.” Seus poemas - surrealistas e cubistas - são telas: “Pedaços de pele”, tela e tinta. Tudo junto e misturado: “...frigideira cheia de ovos com batatas com torresmos cobertos de pulgas e chocalhos a submissão ao ombro pobres e ricos levados pela tormenta sobre o trigo ardendo molhando sua camisa de granizo roupa suja...” Versos que parecem preparação de tinta no branco de uma silêncio impaciente e inesperado. Ocupação de vazios! Assim é a poesia de torresmos cobertos de pulgas.

25.10.2020

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Rainer Maria Rilke, Franz Xaver Kappus e nenhuma poesia!

Dez cartas - de idas e vindas - e nenhuma poesia! Quem sabe delas? O poeta checo Rilke (Rainer Maria Rilke, 1875-1926) em carta ao jovem jornalista e militar austríaco Franz Xaver Kappus (1883-1966) que ambicionava ser poeta: “Ninguém de fora pode julgar se um autor deve continuar ou desistir de escrever: cada artista precisa avaliar, solitariamente, suas motivações, e então descobrir se a arte é para ele tão importante quanto respirar. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se entende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever?” Na biografia de Franz Xaver Kappus (em Inglês) encontrei romances e roteiros. Nenhum livro de poesias. Insisto: Quem sabe delas? Viver Rilke e nunca ter “cometido” um poema? Aqui com os meus ossos: o que teria acontecido com a décima primeira carta? Existiu de fato? De duas uma: escrita e nunca enviada ou jamais respondida? Encontrei na Carta de nº 7 um soneto de Rilke dedicada a Franz Kappus: “Treme sem queixa por meu coração, sem suspiro, uma dor muito sombria. Só dos sonhos a nívea floração é a festa de algum mais tranquilo dia. Tanta vez a grande interrogação se me depara! Encolho-me, e com fria timidez passo, como passaria por bravo mar, sem aproximação. Desce, então, sobre mim, turva amargura como esses céus cinzentos de verão Onde uma estrela às vezes estremece. Tateantes, minhas mãos vão à procura do amor, buscam palavras da oração.” Busco - desavisado de tudo - por um poema de Franz que confesse a si mesmo: “morreria, se lhe fosse vedado escrever?” 

21.10.2020

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DIA DO POETA, RILKE E CARTAS DO SILÊNCIO

Cadê você poeta Rilke? Não o tenho visto - e nem o encontrado - na estante de livros. Deve ter sido “surrupiado”. Quando? Como? Gutenberg (Johannes Gutenberg) - o moço inventor da prensa de tipos móveis - que justifique sua história de furto para desespero do bispo Adolfo II (bispo de Estrasburgo). Dizem - não sei se é verdade - que furtar livros é cumplicidade de gênero. Será? Juro que depois - ou nunca mais, quem sabe - o devolvo! Não adianta: bumerangue vai e não volta! Vida de cleptômano letrado tem lá suas manias de berço. Ontem (20) comemorou-se o Dia do Poeta. Não tive tempo de escrever algo novo. Usei um post antigo para não passar em branco. Escutei no rádio - CBN ou Band News - algum comentar sobre o livro “Cartas a um Jovem Poeta” do escritor checo Rainer Maria Rilke (1875-1926). Isso explica minha busca - incessante - pelo exemplar e certeza do sumiço. Acontece sempre. Primeira Carta, Paris, 17 de Fevereiro de 1903: “Sua carta alcançou-me apenas há poucos dias. Quero agradecer-lhe a grande e amável confiança. Pouco mais posso fazer. Não posso entrar em considerações acerca da feição de seus versos, pois sou alheio a toda e qualquer intenção crítica. Não há nada menos apropriado para tocar numa obra de arte do que palavras de crítica, que sempre resultam em mal entendidos mais ou menos felizes.” Mais tarde um poeta enviou via whatsapp a seguinte mensagem: “João, lê meu livro e depois me diga - com sinceridade - o que você achou.” Cadê você poeta Rilke? Diga-me - com sinceridade - como posso ser justo e “sincero” no uso de versos bumerangues? Manias e trejeitos surrupiados. Hoje habito o cleptômano das palavras. Meu silêncio de berço de cartas a um jovem poeta.

21.10.2020


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Risorgimento: Giuseppe Ghiaroni e Vítor Emanuel II

Os romanos o chamam de “máquina de escrever”. Visitei-o em 2008. O monumento foi construído em homenagem ao “baixinho” que unificou a Itália, Rei da Sardenha, Vítor Emanuel II (1820-1878). O monumento é “controverso” desde sua construção (1925), pois significou destruir uma grande área do Monte Capitolino, uma das sete colinas sobre as quais foi fundada a cidade de Roma. Foi inaugurado em 1911 e finalizado em 1935. A unificação italiana: Risorgimento (Ressurgimento em português) foi o processo de união territorial que resultou no surgimento do Estado-nação da Itália. As últimas regiões foram anexadas ao território italiano após a Primeira Guerra Mundial, em 1919. A unificação deu-se por completa em 1929, com a assinatura do Tratado de Latrão, entre a Igreja (criação do Estado do Vaticano) e Benito Mussolini. No ano de 1997 publiquei o livro “A Máquina de Escrever” do poeta e jornalista Giuseppe Ghiaroni (Giuseppe Artidoro Ghiaroni, 1919-2008). Ghiaroni foi um radialista brilhante. Trabalhou no Jornal A Noite e na Rádio Nacional. Autor de "Mãe", uma das novelas de maior sucesso da Rádio Nacional e transformada em filme em 1948. Assessorou ainda Chico Anysio, na década de 90, quando este produzia a "Escolinha do Professor Raimundo". A obra “A Máquina de Escrever” foi lançada no programa “Jô Soares” e o evento foi um sucesso de público e vendas. Poema “A Máquina de Escrever” ou carta a sua Mãe: “Mãe, se eu morrer de um repentino mal, vende meus bens à bem dos meus credores: a fantasia de festivas cores que usei no derradeiro Carnaval. Vende esse rádio que ganhei de prêmio por um concurso num jornal do povo, e aquele terno novo, ou quase novo, com poucas manchas de café boêmio. Vende também meus óculos antigos que me davam uns ares inocentes. Já não precisarei de duas lentes para enxergar os corações amigos. Vende, além das gravatas, do chapéu, meus sapatos rangentes. Sem ruído é mais provável que eu alcance o Céu e logre penetrar despercebido. Vende meu dente de ouro. O Paraíso requer apenas a expressão do olhar. Vende todas as grandes pequenezas que eram meu humílimo tesouro, mas não! ainda que ofereçam ouro, não venda o meu filtro de tristezas! Quanta vez esta máquina afugenta meus fantasmas da dúvida e do mal, ela que é minha rude ferramenta, o meu doce instrumento musical. Bate rangendo, numa espécie de asma, mas cada vez que bate é um grão de trigo. Quando eu morrer, quem a levar consigo há de levar consigo o meu fantasma. Pois será para ela uma tortura sentir nas bambas teclas solitárias um bando de dez unhas usurárias a datilografar uma fatura. Deixa-a morrer também quando eu morrer; deixa-a calar numa quietude extrema, à espera do meu último poema que as palavras não dão para fazer. Conserva-a, minha mãe, no velho lar, conservando os meus íntimos instantes, e, nas noites de lua, não te espantes quando as teclas baterem devagar.”

18.10.2020
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FOTOGRAFIA DE AUTOR - RICARDO RAMOS, DORA FERREIRA DA SILVA e EU

Eu sei e todos sabem que escritor - iniciante ou não - tem “frescurite” com a foto do autor, na hora de escolher a “preferida” para compor a arte de capa de um livro. O drama - nas casas editoriais - é tratado com parto selvagem e cruel. O bicho pega. Já tive até cancelamento de contrato. Síndrome de imortalidade? Talvez. Nos anos 90 - na sede da UBE, na Rua 24 de maio 250, em São Paulo, o escritor e publicitário Ricardo Ramos (1929-1992), filho de escritor Graciliano Ramos (1892-1953) e pai do atual presidente da entidade, Ricardo Ramos Filho, chamou-me de canto e confessou: Está vendo essa foto? Apontando o dedo para uma impressa na orelha de um livro. Sim, respondi. É ela! A escolhida! E assim foi. Quando Ricardo Ramos faleceu, em 1992, imprimimos nas oficinas da Gráfica Scortecci, a tal foto imortal, num pôster de 1/4 de folha, com mensagens de vários amigos escritores, em sua homenagem. Ricardo Ramos foi velado na Academia Paulista de Letras (Largo do Arouche, em São Paulo) e o pôster distribuído. Guardo uma cópia no memorial da editora. Eu escrevi: “Gostava dele aos trancos e barrancos”. Ricardo Ramos era um alagoano difícil e amoroso. Um crítico justo e fiel. Um dia, reunidos na residência do crítico literário Fábio Lucas, a escritora Lygia Fagundes Telles, declarou: “Ler Ricardo Ramos - para quem é próximo - é o mesmo que escutá-lo”. Inconfundível e único. Guardo no coração literário sua voz e leitura. No início dos anos 80 - no começo da editora - recebi uma ligação da poeta e tradutora Dora Ferreira da Silva (1919-2006), autora de muitos livros, ganhadora do Prêmio Jabuti e editora da Revista Cavalo Azul. “Scortecci, quero editar com você a Revista Cavalo Azul, número 10”. Perfeito, disse. Marcamos então um encontro no saguão de entrada da Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Não conhecia Dora Ferreira da Silva, pessoalmente. Como reconhecê-la? Os buscadores Yahoo (1994) e Google (1998) não existiam. Difícil acreditar nisso! A internet era para poucos e somente entrou na vida da editora no ano de 1989, com a compra de um poderoso WIN-268. Tinha um livro da escritora e com sua foto nas orelhas. Sorte! Reli a obra e fui ao encontro, carregando na bolsa o livro de nome Jardins, publicado em 1979. Publicação recente, portanto. Sou exageradamente pontual e não gosto de atrasos. Nem de desculpas! Na mesma hora - pontualmente - adentrou no saguão da biblioteca uma senhora idosa e encapuzada. Fazia frio em São Paulo. Não deve ser ela, concluí. Buscava pela foto uma mulher jovem, bonita, com seus 45 anos de idade. Depois de uns quinze minutos de espera e já impaciente, a senhora - que me olhava insistentemente - se aproximou e perguntou: Você é o Scortecci? Sim, respondi. Eu sou a Dora Ferreira da Silva: não está me reconhecendo? Não, respondi. Abri o livro e mostrei a foto de referência. Ela sorriu. Um pouco mais jovem, talvez. Muito! É do final dos anos 60, justificou. Gosto dela! Está nas orelhas dos meus livros. De volta à editora - curiosamente - tratei de pesquisar e descobrir a sua idade: 65 anos! Fui cruel - quase morri. Perdão Dora Ferreira da Silva! O post é um pedido de desculpas e mais: uma justa homenagem. No meu último livro de poesias, publicado em 2019, de nome “Dos Cheiros de Tudo - Memórias do Olfato” adoeci, desbragadamente, com a tal “Síndrome de Imortalidade”, ao compor a arte da capa da obra, utilizando uma foto de 2015, tirada em um evento literário na Livraria da Vila, em São Paulo. Gosto dela! Um pouco mais jovem, talvez.

11.10.2020


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