Quimera, na mitologia grega, é uma fera com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente, que cuspe fogo. Figura mística, caracterizada por uma aparência híbrida de dois ou mais animais. O termo, descreve, também, na ciência, um organismo com células de diferentes origens genéticas. Lendo sobre quimeras tecnológicas, soube que cientistas chineses desenvolveram em laboratório “macacos quiméricos”, primatas que possuem dois ou mais tipos de DNA no seu corpo, resultado da combinação de células-tronco de embriões geneticamente distintos de macacos da mesma espécie. O que os cientistas dizem: "As quimeras poderão, num futuro próximo, ser usadas como modelos em pesquisas sobre doenças neurológicas". Algo assim. Em outra frente, poderão, ainda, ser usadas em estudos para desenvolver novas terapias a partir das células estaminais - células mãe -, que têm a capacidade de se auto renovar. Da experiência chinesa, nasceu um macaco quimérico, macho, com partes do corpo verde-fluorescente. O macaco psicodélico - que produz efeitos alucinógenos - nasceu com cérebro, coração, rim, fígado, trato gastrointestinal e testículos, com traços que provam, de fato, ser uma quimera. Por sorte o monstrinho chinês não solta fogo pelas narinas! O macaco - macho - tem saco e unhas verdes fluorescentes: verdadeiro sucesso!
João Scortecci