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TUDO FOI ONTEM

Sexo das chuvas. Verão? Talvez. Do gozo intenso e mortal. Não há leis - invioláveis - na transgressão dos atos. A ruptura - do corpo e da alma - inexiste na subversão da ordem. Na desordem das coisas do amor. Na geografia dos fluidos: os pecados são morangos vermelhos! Selvagens. O mantra do prazer é língua áspera que cutuca as contraposições da carne. Forte! Forte! E mais. Lago das águas claras. Dos peixes miúdos e do barro fresco nos pés. O bico do pássaro - voa - na direção do sol escondido. Aponta grito! E depois, cala-se no silêncio. O ar adormece. silêncios. O ventre respira movimentos e traços de luz. Imensidão. O tempo - ele e nós - passarinhos no chão da terra. Umedecidos e vivos. Tudo foi ontem e ainda hoje: é amor.

João Scortecci