BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA E A DESTRUIÇÃO DE LIVROS

O filósofo e gramático grego Zenódoto (323 a.C. ou 333 a.C. - 260 a.C.) nasceu em Éfeso, província de Esmirna, na Turquia. Durante o período romano foi a segunda maior cidade do Império Romano, apenas atrás de Roma, a capital do império. A cidade foi destruída em 263 pelos godos. Foi reconstruída e novamente destruída no ano de 614, por um terremoto. As ruínas de Éfeso são uma atração turística e hoje Patrimônio da Humanidade. Zenódoto foi estudante de Filetas de Cós (acadêmico e poeta do período helenista) e professor do rei Ptolomeu II (Filadelfo). No ano de 284 a.C. foi nomeado por Ptolomeu I (Sóter) como diretor da Biblioteca de Alexandria e responsável pela organização da maior coleção de textos - trágicos e cômicos - da antiguidade. Entre eles os poemas épicos “Ilíada e Odisseia”, de Homero. A Biblioteca de Alexandria foi uma das mais célebres bibliotecas e um dos maiores centros de produção do conhecimento na Antiguidade. O acervo da Biblioteca cresceu de tal maneira que, durante o reinado de Ptolemeu III (Evérgeta), uma filial sua foi criada no Serapeu (templo dedicado a Serápis), protetor de Alexandria. Apesar da crença de que a Biblioteca teria sido incendiada e destruída em seu auge, na realidade ela decaiu ao longo dos séculos, começando com a repressão de intelectuais durante o reinado de Ptolemeu VIII (Fiscão). A Biblioteca, ou parte de sua coleção, foi queimada em 48 a.C. por Júlio César. Sob controle romano, a Biblioteca a partir de 260 d.C. perdeu vitalidade e apoio financeiro. Entre 270 e 275 d.C. a cidade de Alexandria viu tumultos que provavelmente destruíram o que restava dela. Há registro que a biblioteca do “Serapeu” (filial) tenha escapado da destruição e sobrevivido até 391 d.C., quando o papa da Igreja Ortodoxa Teófilo I instigou sua “vandalização” e a demolição do templo Serapeu.

19.05.2021