Primo Pobre & Primo Rico: desigualdade da desigualdade!

 Primo Pobre & Primo Rico (criação de Max Nunes, o célebre quadro tinha sempre o mesmo esquema: o Primo Pobre - Brandão Filho - visitava o luxuoso apartamento do Primo Rico - Paulo Gracindo - em busca de ajuda para as suas dificuldades financeiras e acabava ouvindo os queixumes do parente milionário). A desigualdade da desigualdade. O filósofo, teórico político e escritor Rousseau (Jean-Jacques Rousseau, 1712-1778) no livro “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens” assim se justifica: "ir até a essência do homem para julgar a sua condição atual". Existem dois tipos de desigualdade: a desigualdade física ou natural, que é estabelecida pela força física, pela idade, saúde e até mesmo a qualidade do espírito e a desigualdade moral e política, autorizada e consentida pela maioria dos homens. Com o covid-19 e a pandemia global a desigualdade da desigualdade mostrou-nos - agora com mais clareza - o tamanho da desigual desigualdade de renda (concentração), riqueza (marginalização), valores (irresponsabilidade social), consumo (pobres estão 11% mais pobres) e de oportunidades (ricos estão mais ricos) na educação, na saúde, no direito à moradia, segurança pública, emprego e uso de bens culturais. No “índice de Gini” medidor de desigualdade estatístico o Brasil aparece como o décimo primeiro maior índice de desigualdade econômica no mundo e o quarto na América Latina. É isso. Agora voltando à matéria da FOLHA de hoje com a seguinte manchete: “Forbes lista os dez bilionários brasileiros. Joseph Safra tira Lemann do topo” O Brasil tem hoje 200 bilionários. Nada contra! Luiza Trajano (Magalu) é a mulher mais rica do Brasil e ocupa a oitava colocação. Parabéns!

19.09.2020