Cenotáfio do Poeta Desconhecido

Cenotáfio: memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido. Quando criança - no Ceará dos anos 60 - visitei no município de Pacoti (maciço de Baturité) o cenotáfio construído pelo comendador Ananias Arruda, em homenagem à sua esposa Donaninha Arruda. Em Brasília, Praça dos Três Poderes (foto) o Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves (1986) é um memorial cívico para homenagear os heróis nacionais que, de algum modo, serviram para a maturidade e engrandecimento da Nação Brasileira. Nomes que constam no livro: Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Machado de Assis, Anita Garibaldi, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Chico Mendes, Ana Néri, Santos Dumont, Frei Caneca, Getúlio Vargas, Villa-Lobos, Zuzu Angel, Carlos Gomes, Rui Barbosa, Ulysses Guimarães, Tobias Barreto, Euclides da Cunha e outros. A lista de candidatos inscritos é imensa. Entre eles: Sérgio Viera de Melo, Ayrton Senna, Enéas Carneiro, Vital Brasil, Pedro II, Osvaldo Cruz e Luiz Gonzaga. Hoje recebi uma notícia “triste” e “doce” que me emocionou muito. A morte de um poeta de 90 anos de idade. Recebeu seus exemplares de direito de participação em uma antologia impressa pela Gráfica Scortecci e faleceu. Sua filha escreveu em algum lugar: Papai morreu feliz. Morreu como poeta! Proponho um cenotáfio do Poeta Desconhecido. Na falta quero provar do mesmo elixir de vida eterna. Morrer poeta! Melhor do que isso: impossível!

24.08.2020