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“CENOTÁFIO” DO POETA DESCONHECIDO

Cenotáfio: memorial fúnebre erguido para homenagear alguma pessoa ou grupo de pessoas cujos restos mortais estão em outro local ou estão em local desconhecido. 

Quando criança - no Ceará dos anos 1960 - visitei no município de Pacoti, no maciço de Baturité, o “cenotáfio” construído pelo comendador Ananias Arruda, em homenagem à sua esposa “Donaninha Arruda.” 

Em Brasília, Praça dos Três Poderes, o “Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves” (Tancredo de Almeida Neves, 1910-1985), é um memorial cívico para homenagear os heróis nacionais que, de algum modo, serviram para a maturidade e engrandecimento da Nação Brasileira. 

Nomes que constam no livro do Panteão da Pátria: Tiradentes, Zumbi dos Palmares, Machado de Assis, Anita Garibaldi, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Chico Mendes, Ana Néri, Santos Dumont, Frei Caneca, Getúlio Vargas, Villa-Lobos, Zuzu Angel, Carlos Gomes, Rui Barbosa, Ulysses Guimarães, Tobias Barreto, Euclides da Cunha e outros. 

A lista de candidatos inscritos - aguardando a vez - é imensa. Entre eles: Sérgio Viera de Melo, Ayrton Senna, Enéas Carneiro, Vital Brasil, Pedro II, Osvaldo Cruz e Luiz Gonzaga. 

Hoje recebi uma notícia triste, que me emocionou muito. Acontece. A morte de um poeta de 90 anos de idade participante das antologias da casa. Recebeu seus exemplares de direito de participação na antologia e faleceu. Sua filha escreveu: “Papai morreu feliz. Morreu poeta!” Proponho o “Cenotáfio do Poeta Desconhecido”. 

Morrer poeta! E morrer.



24.08.2020