A culpa é da imprensa Espanhola!

A culpa é da imprensa Espanhola! E de Albert Gitchell, soldado do Fort Riley (instalação militar americana localizada no estado do Kansas). Git (nome de guerra) era um feroz “predador” de condomínios e um “bom de bico” que não poupava suas presas. Na sua lista de aves abatidas - é o que dizem - está a bela Influenza. Mulher temida nos cinco continentes do planeta. A “vadia das castanholas” deu baixa em mais de 50 milhões de almas. Isso tudo entre 1918 e 1919. A bela Influenza era de morte. Não poupou nem Git, seu amado capitão. Patente Post mortem. Foi Influenza que “colaborou” com o fim da primeira guerra mundial, depois de minar o moral das tropas. O plano dos generais guerreiros era simples: esconder Influenza e seus pecados! A imprensa dos países em guerra foi “silenciada” e a “quarentena doriana” cuidou do resto. Foi quando apareceram os verdadeiros culpados: os focas espanhóis, que soltaram a língua em falar mal da vida da virulenta Influenza. A Espanha havia ficado de fora da guerra mundial e a imprensa - sem muito que contar do front – judicializou a pandemia. A cobertura foi maciça e a gripezinha passou a ser nomeada de “gripe espanhola”. Para quem gosta do “day after” há no memorial do Fort Riley um busto de bronze em homenagem ao soldado Git. E pasme (quedar con la boca abierta) nada sobre a vadia da Influenza.

01.05.2020