Biografias de Polímatas

Das ausências de líderes. Coleciono biografias de polímatas (aquele cujo conhecimento não está restrito a uma única área). O italiano Ser Piero (Leonardo di Ser Piero da Vinci) foi o maior deles e exemplo do primeiro que me vem à cabeça. Da Vinci foi poeta, cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, músico e figura importante do Renascimento. Hoje aniversário de morte do maior polímata brasileiro: Ruy Barbosa de Oliveira (Salvador, 1849 - Petrópolis, 1923). Foi escritor, jurista, advogado, político, diplomata, filólogo, jornalista, tradutor e orador. Um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo e atuou na defesa do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Outros polímatas brasileiros: José Bonifácio, Dom Pedro II, Pontes de Miranda, Mário de Andrade, Nelson Rodrigues, Otto Maria Carpeaux, Santos Dumont e Gilberto Freyre. Sobre “O Dr. Barbosinha” ou o "Águia de Haia" escreveu o jornalista William Thomas Stead: "As duas maiores forças pessoais da Conferência de Haia foram o Barão Marschall da Alemanha, e o Dr. Barbosa, do Brasil…” Naquele tempo - saudosismo intelectual - não passávamos vexame e muito menos vergonha nacional.