Abismar-se!

Das condições. Perecimento do sol e seu aniquilamento do dia. É assim sempre. Lufada e respiro da tarde quente e silente. Doou-se fogo até o fim. Depois - horizonte quebrado – no próprio abismo sem volta. Anulação. Astro morto no altar da natureza. O querer - quase desejo - noite profana. Constelações: Leão, escorpião e outras do céu. Na verdade buscar o escuro das estrelas e o prazer do absoluto mapa de pontas. Uma cadente: risco e traço. Quase navalha. Passou. Eu vi. Abismar-se! Fraqueza do físico e cansaço. Prostração de ficar ali e morrer os olhos. Passamento: felicidade ou alegria? Penso nas entregas do fogo e no calor infernal do poema de nome entardecer. Das derradeiras brisas. Eu e as velas. No corpo do desalento o navegar nas águas. Abismar-se! Repetidas vezes é noite. Amanhã – o qualquer - e um novo dia de sol. Aqui com as minhas frações de corpo: Dói sobreviver!