Das ausências de líderes! Coleciono biografias de polímatas, aqueles “gênios” cujo conhecimento não está restrito a uma única área. O italiano Ser Piero (Leonardo di Ser Piero da Vinci, 1452-1519) foi o maior de todos e exemplo do primeiro nome que me vem à cabeça. Vez por outra descubro algo de novo na sua biografia. Leonardo Da Vinci foi poeta, cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, músico e figura importante do Renascimento. O escritor, jurista, advogado e orador Ruy Barbosa (Ruy Barbosa de Oliveira, 1849-1923), está na lista de polímatas brasileiros. Considerado um dos intelectuais mais brilhantes do seu tempo e atuou na defesa do abolicionismo e na promoção dos direitos e garantias individuais. Outros polímatas brasileiros: José Bonifácio, Dom Pedro II, Pontes de Miranda, Mário de Andrade, Nelson Rodrigues, Otto Maria Carpeaux, Santos Dumont e Gilberto Freyre, um dos intelectuais mais premiado da história do país: laureado com o Prêmio Aspen, honraria que consagra "indivíduos notáveis por contribuições excepcionalmente valiosas para a cultura humana”. Dentre outros prêmios e honrarias, Gilberto Freyre, recebeu a Ordem do Império Britânico, o Prêmio Jabuti de Literatura, o Prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio de Excelência Literária da Academia Paulistana de Letras, medalhas de Portugal e da Espanha e a Ordem Nacional da Legião de Honra da França. Sobre Ruy Barbosa, o mais brilhante polímata brasileiro, o “Dr. Barbosa” ou o "Águia de Haia", escreveu o jornalista e editor britânico William Thomas Stead (1849-1912): "As duas maiores forças pessoais da Conferência de Haia foram o Barão Marschall da Alemanha, e o Dr. Barbosa, do Brasil…” Naquele tempo - saudosismo intelectual - não passávamos vexame e muito menos vergonha nacional.
João Scortecci