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TODO POETA É INVARIAVELMENTE IMORTAL

Das inferências da palavra. Na poética: conclusões e ilações do verbo! A lógica aristotélica (Aristóteles, 384 a.C.- 322 a.C.) tem como objetivo estudar a relação do pensamento com a verdade. Em “Organum” - nome dado ao conjunto das obras sobre lógica de Aristóteles - que significa “instrumento” as ferramentas para analisar se os argumentos utilizados nas “premissas” levam a uma conclusão coerente. Há quem duvide! Define, ainda - nas inferências - que a razão implícita do verbo é proposição das emoções do coração. Na poética - aquilo que se propõe - é silogismo: forma de raciocínio baseada na dedução. Os juízos (des)encadeados da dor, são conexões de proposições: indutivas e dedutivas. Isso – talvez – explique, um pouco, sobre os poetas. “Todo imortal é poeta. Logo todo poeta é imortal.” Algo assim.

João Scortecci