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ARACATACA, GABO E O LIVRO DA SOLIDÃO

O escritor “Gabo” (Gabriel García Márquez, 1927-2014) nasceu em Aracataca, na Colômbia, no ano da graça de 1927. Lendo sua biografia, travei de paixão e curiosidade pelo nome de sua cidade natal. Acontece! Nome forte, sonoro e marcante. Amor inesquecível! Aracataca, com população atual de pouco mais de 40 mil habitantes, fica no norte da Colômbia e é conhecida como “república de bananas”, porque, no final do século XIX, a United Fruit Company colonizou a terra e cultivou bananas na região. Em 2006, houve um referendo para mudar o nome da cidade para “Aracataca-Macondo”, incluindo o nome da cidade fictícia, onde se passa a história da família Buendía, protagonista da obra “Cien Años de Soledad” (“Cem anos de solidão”), de García Márquez. A população, porém, não compareceu às urnas – felizmente –, e o assunto foi esquecido. García Márquez é considerado um dos escritores mais importantes do século XX, traduzido em 36 idiomas. Pelo conjunto da obra, foi laureado com o Prêmio Internacional Neustadt de Literatura, em 1972, e o Nobel de Literatura, em 1982. Toda a sua obra – conforme depoimento do autor – foi um esforço em escrever um único livro: “O livro da solidão”. Morou em Barranquilla, Cartagena das Índias, Nova York – onde foi jornalista correspondente – e Cidade do México, onde morreu, vítima de uma pneumonia, aos 87 anos de idade. Durante o IV Congresso Internacional da Língua Espanhola, realizado em Cartagena, na Colômbia, em 2007, “Cien Años de Soledad” foi considerada a segunda obra mais importante de toda a literatura hispânica, ficando apenas atrás de “Dom Quixote de la Mancha”, de Miguel de Cervantes (1547-1616). A primeira edição desse livro foi publicada em Buenos Aires, Argentina, em maio de 1967, pela Editorial Sudamericana (fundada em 1939), com uma tiragem inicial de 10 mil exemplares. Desde 1998, a Sudamericana é um selo da Penguin Random House, pertencente à multinacional Bertelsmann (uma das maiores empresas de mídia do mundo), com sede em Gütersloh, na Alemanha. Um ano depois do lançamento na Argentina, “Cem anos de solidão” foi publicado no Brasil, pela Editora Sabiá, de Fernando Sabino e Rubem Braga, com tradução de Eliane Zagury. Um marco na história editorial brasileira. 

06.03.2022