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TODO MUNDO NO MARANHÃO É RIBAMAR

O poeta e memorialista Ferreira Gullar (José Ribamar Ferreira, 1930-2016) nasceu no dia 10 de setembro. Hoje estaria completando 91 anos de idade. Sobre o seu pseudônimo, declarou o seguinte: "Gullar é um dos sobrenomes de minha mãe, o nome dela é Alzira Ribeiro Goulart, e Ferreira é o sobrenome da família, eu então me chamo José Ribamar Ferreira; mas como todo mundo no Maranhão é Ribamar, eu decidi mudar meu nome e fiz isso, usei o Ferreira que é do meu pai e o Gullar que é de minha mãe, só que eu mudei a grafia porque o Gullar de minha mãe é o Goulart francês; é um nome inventado, como a vida é inventada eu inventei o meu nome". Conheci-o no lançamento do seu livro “Poema Sujo”, no Rio de Janeiro, e o reencontrei - dois ou três anos depois - num bate-papo, durante a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Simples e reservado. Educadíssimo! Na época do nosso segundo encontro tive vontade de perguntar-lhe sobre o outro José Ribamar, também maranhense, autor de “Marimbondos de fogo”. Não tive coragem. Algum motivo? Desconheço. E mais: não imagino qual teria sido a sua resposta. Quando Ferreira Gullar faleceu, em 2016, Sarney, o outro José Ribamar, declarou: “O Brasil perde seu maior poeta”. Na minha lista estaria entre os cinco maiores, na companhia de Drummond, Mario Quintana, Manuel Bandeira e Cecília Meireles.

10.09.2021