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WAYNE NA GUARDA DA CASA DAS ARMAS

“Duke” dos trejeitos. Quando criança “praticava” todos! Um em especial: ajustar e afivelar na cintura o cinto de couro do revólver. Fazia isso - sempre - antes de “pistolar” os inimigos do velho oeste. Era um aviso involuntário - um tique nervoso - de que iam voar balas! “Filho, o que você quer de presente de Natal?” Dois revólveres e duas cartucheiras do John Wayne (Marion Robert Morrison, 1907-1979). E muita espoleta estrela! “De novo?” Sim! “Pede outro presente”. Não! “Quer ganhar meias?” Não! Já disse. Meias é castigo! “E lenço Presidente?” Pior. “E uma boa sova?” Também não. “O seu quarto parece um paiol de pólvora de tanta espoleta, chilena, rojão e bomba rasga lata. Arsenal de guerra? Quer explodir tudo?” Talvez. “O que você disse, menino?” Nada. Mãe, e se o quarto explodir e tudo pegar fogo? “Você morre!” Posso então pedir o meu último desejo? “Pode” Quero dois revólveres e duas cartucheiras do John Wayne. Juro que no ano que vem peço outra coisa. “Você jura?” Juro. “Duke” (John Wayne) faleceu em 11 de junho de 1979. Foi na minha infância de “balas e espoletas” o meu maior cowboy e é até hoje o responsável pela guarda da casa das armas.

11.06.2021