TALMUDE - UM DOS LIVROS MAIS CENSURADOS DA HISTÓRIA

Talmude é um dos livros básicos da religião judaica, contém: a lei oral, a doutrina, a moral e as tradições dos judeus. Trata-se de coletânea de livros sagrados com registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, à ética, aos costumes e à história do judaísmo. O Talmude tem dois componentes: a Mishná - compêndio escrito da Lei Oral judaica - e o Guemará - discussão da Mishná e dos escritos tanaíticos. O Talmude - editado em aramaico - originou-se da necessidade de complementar a Torá (livro sagrado do judaísmo - composto pelos primeiros cinco livros da Bíblia hebraica: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio). O Talmude foi um dos livros mais perseguidos da história. Em 1239, Gregório IX (Papa de 1227 a 1241) nomeou censores e mandou-os procurar exemplares do Talmude. Quando soube que foram armazenados, fez queimá-los. Em Paris, no ano de 1244, dezenas de sacerdotes eliminaram centenas de exemplares do Talmude. Luís IX, Filipe III e Filipe IV, na França, entre 1290 e 1299, fizeram o mesmo: converteram a obra em cinzas. Em 1319, em Perpignan e Toulouse, a Igreja queimou dezenas de exemplares. Em 1322, o papa João XXII ordenou fazer o mesmo. Em 1490, em Salamanca, um auto de fé incluiu o Talmude e outras dezenas de livros hebraicos no fogaréu.  Em abril de 1559, em Cremona, foram queimados 12 mil livros judaicos, dentro de uma oficina tipográfica de livros. Em 1553, um grupo de sacerdotes em Roma, Itália, recolheu exemplares do Talmude e os queimou no Campo di Fiore (Campo de Flores). É bem conhecida também uma das queimas do Talmude, na Polônia, em 1757. Os “kamenets-podolski” pegaram mil exemplares dessa obra e as destruíram publicamente. E, no século passado, os nazistas não perderam a oportunidade de aniquilar qualquer exemplar do Talmude existente na Alemanha. O Talmude é considerado um dos livros mais censurados da história.

27.05.2021