ALBERT CAMUS, A PESTE E O TEMPO DOS ASSASSINOS

O jornalista, filósofo e escritor franco-argelino Albert Camus (1913-1960) é autor do clássico da literatura existencialista (escola de filósofos dos séculos XIX e XX que partilhavam a crença que o pensamento filosófico começa com o sujeito humano, não meramente o sujeito pensante, mas as suas ações, sentimentos e a vivência de um ser humano individual) A PESTE (1947). A obra narra à história de trabalhadores que descobrem a solidariedade em meio a uma peste que assola a cidade de Oran, na Argélia. Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura, 1957) esteve no Brasil entre julho e agosto de 1949. Percorreu várias cidades brasileiras. Esteve no Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda, Porto Alegre e São Paulo. Na capital paulista proferiu palestra no Colégio Caetano de Campos, Praça da República, hoje Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, sobre o tema “O tempo dos assassinos”. Albert Camus em A PESTE: “A única maneira de unir as pessoas ainda é mandar-lhes a peste." O enredo é costurado por temas como o medo, a morte, o isolamento. E também a coletividade, a fé e a solidariedade face à tragédia imposta por um inimigo invisível e letal. A peste não pode "chegar e partir sem que o coração dos homens seja transformado". Sete décadas depois, em meio à pandemia da convir-19, não é o que estamos vendo e que nos leva a concluir: a covid-19 está longe de acabar. Camus que o diga.  

06.02.2021