Niver do Casimiro José Marques de Abreu

Ontem, dia 4, fui comer “bolinho” na festa de aniversário de 181 anos do queridíssimo Casimiro José Marques de Abreu. Meu saudoso amigo morreu jovem e sua única ocupação foi ser “poeta”. Dele guardo no coração de “Primaveras” alguns versos mais lindos do mundo: “Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!” A festinha foi animadíssima. Poucos dos vivos deste mundo estavam lá. Maioria era de desencarnados. O tempo estava chuvoso e isso dificultou muito o contato e o acesso ao virtuoso mundo do Era uma vez... Antes do “bolinho” teve recital poético, leitura de textos e contação de “causos” engraçados de infância. Abreu contou de sua infância na Fazenda da Prata, onde viveu até os 12 anos de idade. Contou um pouco de sua amizade com Machado de Assis e também sobre sua doença (tuberculose) que o levou a morte no ano da graça de 1860, aos 21 anos de idade. Ficou a promessa (é assim entre amigos) de nos encontrarmos - sempre - ano que vem, na véspera do dia de reis.