Eu, Isaac Asimov

Tornei-me fã de Isaac Asimov em 1972 quando iniciei uma longa e quase completa viagem lendo e relendo sua imensa obra de ficção científica. Eu, robô (1950) foi o primeiro de todos. Um clássico. Nove Amanhãs (1959) o meu preferido. Na verdade todos são maravilhosos e eternos. Asimov é também o responsável pelas leis diretivas da robótica: 1) Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal. 2) Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a Primeira Lei. 3) Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis. Mais tarde Asimov acrescentou a “Lei Zero”, acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal. Há quem ache tudo isso uma babaquice ou uma infantilidade de Isaac. Um engano. Ninguém melhor do que ele foi capaz de enxergar o futuro. Quem poderia imaginar que Asimov escreveria as próprias leis de sobrevivência da humanidade.