Das Máscaras

Das máscaras. Fantasma ou palhaço?  Adereço para cobrir o rosto dos lúdicos.  Mascus e seus rituais de corpo. Seus movimentos de sombra. De passagens de morte e travessias do espírito. Das almas. Das procissões e dos disfarces de época. Do religioso de fé, do artístico palhaço de circo, da identidade do homem disfarçado, do fúnebre desejo, do ladrão de virgens, das danças do céu e também das estrelas das constelações de leão. De relâmpagos e trovões. Trombetas? Do sagrado teatro que é a vida. Foi no carnaval que ela foi verbo intransitivo. Perfume das situações do nu e do belo. De banhos e pétalas negras. Águas e cheiros de peste. Das origens sazonais e da tradição do infinito. Em algum lugar da natureza elas estão nas ruas, nos becos, nos largos, nas praças e no chão dos caminhos. Lugar que é hoje. Populares? Coloridas? Habitam perfis e faces. Rostos de sol e lua. Das máscaras de Mascus.