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SPLASHDOWN E O PENTAGRAMA DA ESTRELA

Splashdown no Pacífico! Órion caiu docemente nas águas do mar. Eu e Akasha - deusa protetora contra os demônios do inferno - assistimos tudo. Akasha, estrela da noite, guardiã da boca do buraco de minhoca, rezava e sorria de emoção. Órion, finalmente, pousou: sã e salva. Abraçamo-nos de alegria. Dormimos no limbo. Sonhei com a castidade da lua e suas sombras. Artemis - éter de fluidos cósmicos – no céu do pentagrama da vida! Hausto divino. A cápsula de barro, onde dentro guarda-se o graal da humanidade, descansou. Cálice dos primórdios – quando tudo ainda era nada – até, então, o derradeiro banho de magmas, do princípio e do fim. Perguntei-lhe, então: Akasha, quem somos? Akasha, de onde viemos? Akasha, para onde vamos? Silêncios. Mais adiante, respondeu-me com os dedos do destino apontando para o pentagrama posto na boca do buraco de minhoca. Acordei. Na sala do coração uma agitação medonha. As três Marias - Mintaka, Anilam e Alnitak - tagarelavam. Perguntei-lhes: O que vocês estão fazendo? Mintaka respondeu-me: Um splashdown de ovos mexido, com bacon, tomatinho, queijo ralado, azeite de oliva e sal, a gosto. Você quer? Perguntaram. Quero! Respondi. Vocês viram Akasha? Alnitak, a estrela caçula, resfolegou aos deuses do céu: Acorda homem: sai da boca do buraco da minhoca e vem comer! Foi o que fiz. Akasha, sã e salva, dos pesadelos da noite. Até quando? Não sei.

João Scortecci