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EU E O DIVINO DA BOLA

 Ademir da Guia (Ademir Ferreira da Guia, 1942 -     ), é o maior ídolo da história da Sociedade Esportiva Palmeiras. Foi titular do time por mais de dezesseis anos e o jogador que mais vezes vestiu a camisa alviverde, com 902 jogos. Jogou no Palmeiras de 1962 até 1977, quando encerrou sua gloriosa carreira. Eu o vi jogar dezenas e vezes no Parque Antártica e no Estádio do Pacaembu. No 1º de maio de 1972, em uma loja de discos localizada na Rua das Palmeiras, Santa Cecília, em frente ao Lord Palace Hotel, número 78, Eu, Maria Esther Perfetti, Eduardo Perfetti, irmão de Maria Esther, já falecido, e mais um amigo, da comunidade de Jovens da paróquia de Santa Cecília, conhecemos um grupo de jogadores da Sociedade Esportiva Palmeiras. Eram eles: Cesar Maluco, Edu Bala, Nei e o zagueiro Luís Pereira. O time do Palmeiras estava “concentrado” no hotel, aguardando o jogo contra o time do Guarani Futebol Clube, de Campinas, pelo Campeonato Paulista. Cesar Maluco, centroavante goleador, perguntou-nos: Vocês vão ao jogo? Respondemos: “Sim. Vamos!”. Eu tinha, na época, 17 anos, incompletos. Naquele dia inesquecível, tornei-me torcedor do Palmeiras e fui, pela primeira vez, assistir a um jogo de futebol no Parque Antártica. O Palmeiras ganhou o jogo de 1 x 0, com um gol de cabeça do atacante Madurga, aos 20 minutos do segundo tempo. Em campo fiquei de olho num jogador incrível, mágico, que parecia flutuar no gramado. Divino! Seu nome: Ademir da Guia. 45 anos depois, reencontramo-nos, desta vez no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, construído no mesmo lugar do antigo “Palestra Itália”, inaugurado no dia 19 de novembro de 2014. 

João Scortecci