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OUROBOROS E A NATUREZA CÍCLICA DA VIDA

A vida é cíclica e essência de sua própria natureza. Infinita - por definição, conceito ou fé - e geometricamente representada pelo número oito, deitado ou em pé. Tanto faz. Sua inclinação: direita, esquerda ou centro - igual o mar e suas venturas - é espelho e cenário mutante do que somos. Cíclica e imprecisa - a vida - “acontece” nos limites e no espaço dimensional do tempo: o da existência! Nada fora dela respira, pensa, nega, aceita, sobrevive e ama. Amanda Gorman (a jovem poeta negra que declamou “A colina que subimos” na posse dos presidentes Joe Biden e Kamala), nos disse: "O que eu realmente desejo com o poema é ser capaz de usar minhas palavras de uma forma em que nosso país ainda possa se unir e se curar..." Cíclica - por sigma ou sinal - de natureza divina e espiritual. Espelho que nos olha: mastro, vela e vento. Essência que “resfolega” conceitos, sabedorias e fé. E mais: esperança! E o que ela poeta e a vida - sempre - nos ensinam: a colina que subimos - do oito em movimento - não representa inércia, castigo, vazio da besta ou destino de sorte. Significa herança, linhagem e equilíbrio. E depois das tormentas? Bonança e calmaria. A serpente “Ouroboros” da mitologia grega devorando a sua própria cauda. Difícil definir o seu começo e fim de sua própria natureza.

24.01.2021