Juiz Ladrão!


Comte, meu amigo. Segue bilhete deveras atrasado. Perdão! Fiquei - travado - na versão para o francês e na máxima: ordem e progresso. Somos complexos e sérios, naquilo que a mente concebe ou entende. O “sério” fica por conta do patrício Charles de Gaulle, teu general no futuro. Hoje, comemora-se 76 anos de morte, do filósofo, jurista e acadêmico Clóvis Beviláqua (1859-1944), um monista evolucionista (assim declarou-se), autor da obra: A Filosofia Positivista no Brasil (1883) e que junto com os intelectuais Tobias Barreto, Sílvio Romero e Euclides da Cunha, fundaram a Escola do Recife (ideias Filosóficas no Brasil), corrente científica do positivismo. Estou lendo sobre Religião da Humanidade (sem elementos: extra-humanos ou sobrenaturais) e confesso aqui com os meus ossos: não estou vendo muita graça no babado. Seria o mesmo que futebol sem árbitro ladrão, bandeirinha safado, mala preta, gol de mão, cuspe na cara, carrinho na lateral, chute na canela, puxão de camisa e impedimento duvidoso. Ainda estou no começo do fim. Auguste, queridíssimo: bilhete escrito em tempo algum é assim mesmo: para inglês ver! Acho - descoberta filosófica – que sou do dualismo e do pluralismo místico: gênero e grau. Existe isso? E mais: adoro velas, santinhos, medalhinhas, arruda, capim santo, água benta e reza brava. Oh! Charles. Oh! Pau Brasil.

26.07.2020