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Mãe Nilce das seis da tarde

Querida mamãe Nilce: algo toca e nos abraça sempre que a vida marca mais um tempo nas horas da seis da tarde. Foi assim, quase sempre, nos nossos últimos anos, antes da separação espiritual. Não há mais os sinos e nem as orações pela graça de Maria. A vida é veloz. Tudo ficou no passado antigo, no corpo ausente - na falta que você nos faz - no silêncio da perda e na saudade que é imensa. Naquela hora do entardecer, ainda me pergunto do carinho, ao escutar a sua inconfundível voz: “João, aqui é a mamãe” como se eu não soubesse que era mamãe Nilce - eterno amor de mãe -, e ela presente, sempre, no coração inquieto do seu filho caçula João. Mamãe Nilce faleceu em 2003, jovem e linda, e até hoje - quase duas décadas depois -, ainda me abraça, a cada novo entardecer de dia. É a nossa melhor e doce hora, da vida veloz que nos ilumina viver. Até breve, na graça de Maria.