II Guerra Mundial e o Pelotão Sampaio

Um dia eu tive 21 anos. Alguns duvidam disso. A vida é assim mesmo: “Desleal e desumana”.  Palavras do meu saudoso pai Luiz. Ele costumava dizer: “Não adianta comprar um canivete. O inimigo sempre carrega um facão”. Estou lendo o livro “1942” do João Barone, rebelde baterista dos incríveis “Paralamas do Sucesso”. Doce saber do seu pai “João Silva”, pracinha brasileiro que lutou na II Guerra Mundial. Meu pai Luiz foi do Pelotão Sampaio. Chegou até a embarcar em um navio americano, mas o navio acabou não zarpando. A guerra havia acabado. Minha avó Sarah do Carmo Paula - da promessa feita pela vida do seu filho mais velho - foi então resgatar o anel de brilhantes entregue a um padre milagroso da Paróquia do Coração de Jesus, em Fortaleza. Teria ele terminado com a guerra? Hoje, “quase aos 64” compreendo o real significa da máxima “vão-se os anéis, ficam os dedos”. Alguns ainda duvidam disso.