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OS ESCALDOS DA MITOLOGIA NÓRDICA

“Eddas” é o nome dado a duas coletâneas distintas de textos do século XIII, encontradas na Islândia e que possibilitaram o estudo das histórias referentes aos deuses e heróis da mitologia nórdica e germânica. São partes fragmentárias de uma antiga tradição escandinava de narração oral, que foi escrita em duas recompilações: “Edda Prosaica” ou “Edda de Snorri Sturluson” (historiador, poeta, político e homem de leis, 1179-1241) e “Edda em verso” ou “Edda Poética” ou “Edda de Saemund” (padre e poeta islandês, 1056-1133). A “Edda Prosaica” é uma coletânea literária religiosa até os anos 1220 ou 1225, contendo também recomendações para poetas, na sua formação no estilo tradicional escandinavo, uma forma de poesia que data do século IX, muito popular na Islândia. Na “Edda em verso” se recompilam poemas muito antigos sobre deuses e heróis da mitologia nórdica antiga, de autores desconhecidos, organizada por autor anônimo. Existem três teorias referentes à origem do termo “Edda”. Para uma delas, essa é uma palavra idêntica à que, em um antigo poema nórdico (“Rígthula”), parece significar "a bisavó". Para outra, “Edda” significa "poética". Para uma terceira teoria, significa "O livro de Oddi", referindo-se ao lugar onde Snorri Sturluson foi educado. A “Edda Prosaica” está dividida em três partes: “Gylfaginning” – Gylfe, um rei mitológico sueco visita os deuses Asses (Æsir) e faz perguntas sobre o começo do mundo, sobre o cavalo Sleipnir, entre outros; “Skáldskaparmál” - abordagem da língua figurada da poesia nórdica e das suas associações ocultas, com numerosas referências à Edda em verso; e “Háttatal” - compêndio de poesia para os poetas escaldos. “Escaldo” era a denominação dada a um poeta ou contador de estórias ou, ainda, um narrador popular de episódios históricos na Noruega e Islândia, na Era Viking (800-1050 d.C.). A esses poetas se devem também a transmissão e a posterior conservação em manuscritos da tradição oral escandinava e da mitologia nórdica.

28.07.2021