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O VOO SEM FIM DE SAINT-EXUPÉRY

O escritor, ilustrador e piloto francês Antoine de Saint-Exupéry (Antoine-Marie-Roger de Saint-Exupéry, 1900-1944) visitou o Brasil, como piloto da Aéropostale, hoje Air France, por três vezes, pousando o seu aeroplano no campo do Campeche, sul da ilha de Santa Catarina. Isso no início do século XX, entre 1929 e 1931. Saint-Exupéry ajudou a implantar rotas de correio aéreo na África, América do Sul e Atlântico Sul, além de ter sido pioneiro nos voos Paris - Saigon e Nova Iorque - Terra do Fogo. Em maio de 1940 - com a invasão dos nazistas na França - fugiu para os Estados Unidos. Em 1943 escreveu seu livro mais importante “O Pequeno Príncipe”, uma fábula infantil para adultos, obra rica em simbolismo, com personagens como a serpente, a rosa, o adulto solitário e a raposa. A história começa com o narrador descrevendo suas recordações aos 6 anos de idade, quando fez um desenho de uma jiboia que havia engolido um elefante. Quando perguntava o que os adultos viam em seu desenho, todos eles achavam que o garoto havia desenhado um chapéu. O personagem principal do livro é um principezinho, que vivia sozinho num planeta pequenino, onde existiam três vulcões, dois ativos e um já extinto. É uma das obras mais traduzidas no mundo - perto de 220 idiomas - com 145 milhões de exemplares vendidos, sendo 2 milhões deles no Brasil, desde 1952. “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” É para milhões de leitores e admiradores da obra “O Pequeno Príncipe” a mensagem mais significativa. Eu - nas muitas releituras - fico com o pensamento da jiboia engolindo um elefante: “O essencial é invisível aos olhos.”

31.07.2021