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AS VOLUNTÁRIAS SOCORRISTAS E SUN TZU

Florence Nightingale (Florença, Itália, 1820-1910) é considerada a fundadora da enfermagem moderna, tendo obtido projeção mundial depois de sua participação como voluntária na Guerra da Criméia, em 1854. Nightingale - de família cristã e rica - rompeu o preconceito que existia em torno da participação da mulher no Exército. Florence falava francês, latim, italiano e alemão. Com o “Sistema Nigthingale”, estabeleceu as diretrizes e caminho para a enfermagem moderna. Seu nome figura na lista das 100 mulheres que marcaram a história mundial. Hoje, Dia dos Veteranos de Guerra, estava lendo sobre a participação de 67 enfermeiras brasileiras, na Segunda Guerra Mundial. Para atuarem no cenário da guerra - ambiente essencialmente masculino - foi criado o Decreto-Lei nº 6097, de 13 de dezembro de 1943, com o Quadro de Enfermeiras de Emergência da Reserva do Exército (QEERE), cujas candidatas deveriam ser brasileiras natas, solteiras ou viúvas, com idade entre 22 e 45 anos. As “voluntárias socorristas” receberam curso de três meses ministrado pela Cruz Vermelha Brasileira. Destaque para a Tenente Carlota Mello (1914-2020), heroína da Força Expedicionária Brasileira, em solo italiano. Carlota Mello trabalhou no Hospital do 5º Exército Americano, em Nápoles, socorrendo soldados feridos. Muitas enfermeiras compartilhavam o passado militar no sangue: eram filhas, netas ou sobrinhas de militares. Algumas descendiam de heróis da Guerra do Paraguai, como Aracy Sampaio, Lúcia Osório e Virgínia Portocarrero. Sou leitor “voraz” da literatura militar sobre o papel e a importância das “intendências” na arte das guerras. Desde muito cedo - ainda criança, brincando com o meu exército de tampinhas - aprendi que “lutas” não se ganham sem retaguarda eficiente, logística e intendência. Mestre Sun Tzu em “A arte da guerra”, no capítulo das movimentações, nos alerta: “Aquele que por primeiro avaliar a distância do perto e do longe vencerá”.

18.07.2021