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DAS APROPRIAÇÕES DE LIVROS

O “Santuário do Livro” - inaugurado em 1965 - é uma ala do Museu de Israel, em Jerusalém, que guarda os “Manuscritos do Mar Morto”. Os manuscritos formam uma coleção de textos e fragmentos de texto encontrados em cavernas nas ruínas da antiga comunidade de Qumran, no Mar Morto, no ano de 1947, por jovens beduínos (grupo árabe habitante dos desertos, tradicionalmente divididos em tribos ou clãs) que perseguiam uma cabra fujona. Os jovens pastores encontraram numa caverna jarros cilíndricos que continham manuscritos sagrados. Divulgado o achado, arqueólogos e teólogos iniciaram a exploração de 11 grutas da região e conseguiram recuperar uma biblioteca inteira, com rolos intactos e alguns outros destruídos, perto de 15 mil fragmentos. Os “Manuscritos do Mar Morto” são de longe a versão mais antiga do texto bíblico, datado de mil anos antes do texto original da Bíblia Hebraica. Os manuscritos incluem livros apócrifos (escritos por comunidades cristãs e pré-cristãs não incluídos no cânon bíblico) e livros de regras da seita dos Essênios (viviam afastados da sociedade, no deserto, concentrados em estudar o Torá) que viveram em Qumran, entre os séculos 2 a.C. e 1 d.C. A autenticidade dos documentos do Mar Morto foi atestada em 1948. Em 1954, o governo israelense, comprou parte do acervo e, em 1967, na “Guerra dos Seis Dias” (Guerra árabe-israelense), apropriou-se do acervo do Museu Arqueológico da Palestina, até então em posse do governo da Jordânia.

25.06.2021