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UTOPIAS DO DIA 22, DISTOPIAS DE NOVEMBRO E BALAS DE LSD DO ANO DE 1963

Das utopias. Kennedy (John Fitzgerald Kennedy, 1917-1963) foi assassinado em Dallas, com um tiro na garganta e outro na cabeça e Huxley (Aldous Leonard Huxley, 1894-1963), em Los Angeles, com uma injeção “amiga” de LSD. Huxley foi editor da revista Oxford Poetry e publicou contos, poesias e literatura de viagem. Foi indicado sete vezes para o Prêmio Nobel de Literatura, mas nunca ganhou a merecida e cobiçada estatueta. Foi um desbravador da literatura e da consciência humana. Autor de clássicos imortais como Admirável Mundo Novo e As Portas da Percepção, explorou o uso de alucinógenos como a mescalina, o LSD e outros psicodélicos a fim de expandir a consciência e descobrir novos horizontes do pensamento humano. A experiência com drogas psicodélicas foi tão importante para Huxley, que o autor planejou deixar a vida em uma viagem de LSD - e, com a ajuda de sua mulher, assim o fez. O conheci nos anos 80, quando li a sua obra. Na biografia do verso de capa o ano de sua morte: 1963! Na época passou batido e somente hoje registro a distopia: Huxley morreu no mesmo dia que Kennedy! Onde eu estava mesmo naquele dia? Estava na sala da casa dos filhos da D. Dóris. Eu, Alexandre, Guilherme, Raul e Paulinho. Estávamos colando figurinhas “carimbadas” de jogadores de futebol (do Santos, de Pelé e do Botafogo, de Garrincha) quando “O Seu Repórter Esso” (primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil) nos alertou da tragédia. Kennedy - 35° presidente dos Estados Unidos - foi baleado e morto. Naquele dia em Dallas em tinha sete anos de idade. Algumas utopias, outras distopias e nada mais além de balas de LSD de um admirável mundo novo.  

26.01.2021