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LADRÕES DE PALAVRAS E OS COMEDORES DE JABUTICABAS

Cerejas ou jabuticabas? Pesquisei e a dúvida continua. Autoria do Mário de Andrade, Ricardo Gondim ou de outro? Não sei. Não tenho toda a obra de Mário de Andrade. Pena! Um descuido meu. Pergunta: quem - de fato - poderia me ajudar e dizer o nome do livro onde encontro publicado o poema: “O valioso tempo dos maduros”. O texto é lindo. Quem neste mundo não gostaria de tê-lo escrito? Tenho visto “barbaridades” na web. Já passei pelo dissabor de ter textos roubados. Acontece. Durante um tempo reclamei, protestei e até ameacei processar o traça. Depois esqueci, deixei de lembrar no assunto e parei de sofrer comigo mesmo. Tirei da cabeça e depois do coração. Hoje sofro - apenas - com a vida. O poema chama-se “a morte não morre” e vez por outra aparece na web vivíssimo da silva. De fato: não morre! Premonição sobre a morte? Voltando aos “ladrões de palavras” fico na escuta esperando a ajuda de alguém esclarecer sobre “o poema o valioso tempo dos maduros”. Segue: “Contei meus anos e descobri que terei menos tempo pra viver daqui para frente do que já vivi até agora. Tenho muito mais passado do que futuro. Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas (ou jabuticabas). As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha...” As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos! Quem disse isso? O tempo observado. O essencial - ainda - faz a vida valer a pena.

09.01.2021