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50 ANOS, DELFIM NETTO E ESPADA AO ALTO

No ano de 2022, completo 50 anos de São Paulo. Desci - vindo de Fortaleza/CE, com 16 anos de idade - no Terminal Rodoviária da Luz (1961-1982), no Expresso Fortaleza, no dia 2 de março de 1972, uma quinta-feira. Eu e meu irmão José Henrique, que já morava em São Paulo, desde 70. No coração um desafio: vencer na cidade grande! Delfim Netto - Eu o conheci menino de tudo, numa palestra no Ideal Clube, Fortaleza, em 1971, novamente em Brasília, no Ministério da Cultura, e mais recentemente, na Abigraf, em São Paulo. Ele me confidenciou, no melhor da minha inocência: “São Paulo é fabuloso. Um mundo de possibilidades! Cresce exponencialmente. Abre-se o jornal e lá está: milhares de ofertas de emprego.” O Professor Delfim Netto “fascinava” e o faz até hoje, mesmo depois do “pecado capital” da maxidesvalorização cambial, no ano 1980. Acontece! Em 2017, no Grupo de Líderes, na Abigraf, em São Paulo, num evento sobre “Conjuntura Econômica”, contei-lhe sobre o nosso primeiro encontro, em Fortaleza, no ano de 1971. Delfim, lúcido e ágil, como sempre - me disse: “Eu lembro”. Papo de raposa velha. Pensei. Delfim - lendo as minhas desconfianças - ditou detalhes e passagens daquele - memorável - encontro. Incrível. Em 1972, depois de almoçar “Talharim a cavalo” no restaurante Giovani, da Rua Timbiras, 607 (entre a Praça da República e a Avenida São João), já na calçada do Edifício Andraus (o prédio sofreu um terrível incêndio no ano de 74) observei, do outro lado da avenida, um outdoor, sobre um concurso literário - de melhor frase - sobre os eventos comemorativos do Sesquicentenário da Independência do Brasil. Anotei as informações e o prazo final para envio do material: 31 de maio de 1972. Foi o que fiz. Abri o PATAVE (nome do meu diário) e escrevi: “De uma espada ao alto nasceu o sonho da liberdade. Brasil!”. No início do mês de setembro, já próximo da Semana da Pátria, recebi o telegrama: você ganhou! Eu? Acontece. Em 2022, dois desafios para validar: Comemorar os 50 anos de São Paulo e os 50 anos do prêmio literário – Melhor Frase - do Sesquicentenário da Independência do Brasil. Quem viver verá!

16.01.2021