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MANOEL DE BARROS, STELLA E O QUASE LIVRO: “ABRIR DO NADA”

“Livro sobre nada” do poeta cuiabano Manoel de Barros (Manoel Wenceslau Leite de Barros, 1916-2014) é um livro que gostaria de ter escrito. Falar sobre “o nada” mexe comigo e me ensina viver - vez por outra - desabitado de tudo: incolor e inodoro! Em “Água e Sal - Fragmentos de tempo algum”, publicado em 1990 e prefaciado pelo mineiro Fábio Lucas, escrevi os meus primeiros versos sobre o estado “do nada”. Ficou, na época, o exercício ímpar de um dia - talvez - cutucar de vez o assunto. Ficou. Tenho até um título de castigo: “Abrir do Nada”. E, ainda, no melhor do nada, cutuquei na web reler a biografia do Mestre Manoel e lá fiquei sabendo que hoje - dia 13 de novembro - é o dia do seu aniversário de morte. Manoel - se vivo fosse - no próximo dia 19 de dezembro estaria completando 105 anos! Manoel - depois de alguns versos - me escreve: “Uso a palavra para compor meus silêncios”. No “Abrir do Nada” começo, velozmente, a escrever o poema raiz do então novo livro (estrofe, mote e poema chave). Feito! O “Abrir do Nada” será um livro desabitado de mim e, castigado de silêncios e sombras, provavelmente, dedicado ao imortal Manoel de Barros.

13.11.2021