Épico de Gilgamesh e as leis de Ranganathan

O bibliotecário indiano Ranganathan (Shiyali Ramamrita Ranganathan, 1892-1972) é considerado o pai da biblioteconomia e o fundamentador (obra extensa com mais de sessenta livros sobre o assunto) das cinco Leis de Ranganathan: 1) Os livros são escritos para serem lidos. 2) Todo leitor tem seu livro. 3) Todo livro tem seu leitor. 4) Poupe o tempo do leitor. 5) Uma biblioteca é um organismo em crescimento. A Epopeia ou Épico de Gilgamesh - coleção de placas em argila contendo textos - é um poema épico da Mesopotâmia escrito em cuneiforme (tipo de escrita, criada pelos sumérios por volta de 3200 a.C, feita com objetos em formato de cunha). Está na Biblioteca de Nínive - criada pelo rei assírio Assurbanípal. Foi encontrada no século XIX por arqueólogos ingleses e data do século VII a.C. A narrativa da Epopeia de Gilgamesh conta os eventos de Gilgamesh, rei de Uruk (quinto rei de Uruk, cidade da Suméria - posterior Babilônia - situada a leste do rio Eufrates, a sul-sudeste de Bagdá). Na história narrada pelo poema, Gilgamesh é apresentado como um rei despótico, arrogante, que oprimia o seu povo e conta sua epopeia em busca - sem sucesso - da humildade, caminho espiritual para a imortalidade.

01.11.2020