Juscelino Kubitschek de Oliveira: difícil descer e mais ainda subir!

Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em Diamantina, Minas Gerais. Até aos 19 anos morou em uma ladeira: difícil descer e mais ainda subir! Dizem que sua paixão por ruas e cidades planas vem desta época. Isso explica Brasília? Desconfio. Anotei a “prosa” para pergunta ao amigo Roniwalter Jatobá (biografo de JK) sobre o assunto. Meu pai Luiz Gonzaga, Engenheiro Civil e Elétrico, foi amigo de JK e andaram conversando sobre o projeto de construir uma estrada de ferro. É o que sei. Minha curiosidade de menino ficou no destino dos trilhos: “café com pão, café com pão, café com pão, Virge Maria o que foi isto maquinista?” (Manuel Bandeira). Eu queria era brincar de “trenzinho”. Para quem não sabe sou apaixonado por locomotivas, vagões, trilhos e estações de trem. Devo ter sido em outra “encadernação” maquinista, agente de estação, bilheteiro ou sinalizador. Voltando ao JK e ao inicio dos anos 80, frequentei a casa do poeta Menotti Del Picchia, na avenida Brasil. O Príncipe dos Poetas havia trabalhado com meu avô materno José Scortecci, na Revista PAN. Isso no final dos anos 30, antes da Segunda Guerra Mundial. Foi de Menotti que escutei as melhores histórias sobre os modernistas de 22, em especial sobre o antropofágico Oswald de Andrade. Nossos encontros aconteciam na sala principal da casa sob os olhares de JK, devidamente enquadrado junto à porta. Menotti era fã do mineiro e sempre que nos despedíamos ele dizia apontando para sua foto: um grande homem. Esse foi um presidente de verdade! Nunca conversamos sobre o acidente de carro - possivelmente criminoso - que vitimou JK. Quando jovem achava essas desconfianças tudo “fantasia” e “invenção” de maluco.  Mudei. Hoje acredito em Saci Pererê, olho gordo, conspiração, golpe, bruxaria e até em Papai Noel. Maluquice vem com a razão da idade!

23.08.2020