Tudo muda-mudou! Até para os que não acreditam


Das origens. Tudo muda-mudou! Até para os que não acreditam. Saber e pronto - até então - era o suficiente e isso bastava. Agora a “onda” é outra. Outras! Conselho impróprio: seguir a boiada e o cheiro de capim fresco. Conhecer os porquês, as razões, as tendências e os motivos do “tudo muda-mudou” era valor secundário e do interesse de poucos. Isso não me cabe! Pensamento dito e repetido por muitos “leões” seguidores de cios. Em “Como as Democracias Morrem” (Steven Levitsky e Daniel Ziblatt, Zahar Editora) aprende-se muito. Análise crua e perturbadora do fim das democracias em todo o mundo. O livro - oportunamente - nos alerta: “democracia atualmente não termina com uma ruptura violenta nos moldes de uma revolução ou de um golpe militar; agora, a escalada do autoritarismo se dá com o enfraquecimento lento e constante de instituições críticas - como o judiciário e a imprensa - e a erosão gradual de normas políticas de longa data”. Isso tudo - meia-volta volver - para falar e cobrar das entidades, sindicatos, partidos, governos, seitas, religiões, associações, ligas, clubes, instituições - e outros - para não subjugarem (submeter pela força, por ameaças ou por habilidade de espertos) seus objetivos, princípios e razões de sociedade plural (estado gregário e em colaboração mútua). O que vocês são? Bandos, aloprados, quadrilhas ou gangues? Precisamos de “leoas” que caçam, zelam pelo coletivo e perpetuam ideias de fraternidade e igualdade. Tempestades passam ou não!

12.07.2020