Eu quero é rosetar em Roseta!


Eu quero é rosetar em Roseta! Rosa reduzida - dos jardins - ou na ponta da espora: dentada e cruel? Não importa - ainda. Primeiro quero rosetar. Folgar - desbragadamente - no Eu de mim. Abrir espaços. Quero rosetar! Alargar-me! Zé Anão dizia sempre: O bom é hilário! Em Roseta? Sim. Cidade da província egípcia de Al-Buhaira, a leste de Alexandria: na boca do mar mediterrâneo. Lá cultivava rosas deduzidas e esporas. Isso antes de acharem a tal pedra de Roseta. Não sabia. Quando mesmo? Em 1799. Eu, o pequeno Napoleão e o exercito francês. Eu quero é rosetar! Acho que você está com febre! Talvez. Não tem medo da dentada da espora da loucura? Muito. Fazer o quê. Zé Anão sabia das coisas: o bom é hilário. Viaja quando? Hoje mesmo. Eu e alguns aloegos: bússola estrelar - presente do poeta Louis Awad - o mapa da biblioteca de Alexandria - presente do amigo Demétrio de Faleros - o canivete suíço - presente do meu Pai Luiz - e um bloco de papel com lápis de carpinteiro. Pretende volta? Depende. Vai que a pedra me pega outra vez. Não entendi. Na última viagem fiquei por lá sessenta e quatro anos. Volta para o seu aniversário? Talvez. Isso importa? Eu quero é rosetar em Roseta! Uma pergunta do nada: lápis de carpinteiro? Sim. Quero tracejar no delta do Nilo. Poetar! Alargar-me em seus braços! Abraçar o hilário do mediterrâneo. Nota de chegada: Zé Anão, chego de surpresa no primeiro sol do dia. Sempre!

18.07.2020