Tragédia Grega no Monte Olimpo

Tragédia Grega no Monte Olimpo. Cronos, o mais forte dos titãs, era comunista. Devorador de criancinhas. Comeu seus próprios filhos. Rivalidade acerbada e agressiva. Escapou da gula antropofágica apenas o primogênito Zeus. Na verdade Zeus, o deus dos deuses, foi salvo por Gaia, a mãe terra, a pedido de Reia, sua mãe. Gaia - esperta que só a natureza - elaborou plano diabólico e com sorte poupou Zeus da fúria de Cronos. Zeus - um galo incansável - casou-se com Métis, deusa da prudência, que lhe deu a filha Atena, deusa da sabedoria, da guerra e da beleza. Zeus - imprudente com as coisas do coração - logo trocou Métis por Têmis, deusa da justiça, com quem teve as filhas Moiras e Horas. O casamento durou pouco e sentindo-se traído e injustiçado fugiu com a irmã mais nova de Têmis, de nome Hera, deusa do casamento, que lhe aplicou o golpe da barriga. Dizem que Zeus ainda se casou mais cinco ou seis vezes. É o que dizem. Zeus imaturo e inseguro nunca superou o trauma de ter um pai antropofágico e comunista. Zeus - já velho e doente - casou-me ainda mais uma vez, com Mnemósine, deusa da memória, época que o fez esquecer-se de tudo, inclusive das farras no Olimpo. Do seu casamento - o mais cultural de todos - nasceram Clio, musa protetora e inspiradora da história, Euterpe, da música, Talia, da comédia e poesia e Urânia, da astronomia. Moral da história: o culpado de tudo foi Cronos o mais forte dos titãs.