Tempos Trágicos!

Tempos trágicos! Acordei pensando na vida e nas dualidades da insustentável leveza do ser (Milan Kundera, 1984). Das dualidades fui para os versos de Parmênides. Interessante o caminho imaginário que o levou até a morada da deusa da justiça e ao coração da verdade. E o que a razão nos diz? Volto e releio sobre metafísica dedutiva. Abro o jornal e leio sobre cultura criativa e futebol. Tempos difíceis! Volto para Parmênides e realinho os pensamentos: ou algo existe ou algo não existe. Se é possível pensar em algo, esse algo pode existir. Nada não pode existir. Doxa! Doxa! Das dualidades chego até caminho da opinião: sobre a qual não podemos ter nenhuma certeza. A dualidade continua. Ou seria algo mais simples como dúvida ou até mesmo uma ressaca? Nego-me ir até Platão, Aristóteles e outros. Encontro algo que me conforta: a filosofia de Parmênides se apresenta como um contraste entre a verdade e a aparência. Ficamos assim e assim está bom.