Luiz Caldas Tibiriçá

Foi o professor Ézio Grassi Peludo que me apresentou Luiz Caldas Tibiriçá (1913-2006), geólogo, arqueólogo e lexicógrafo, considerado um dos maiores especialistas em línguas indígenas da América do Sul. Tibiriçá e Ézio frequentaram a editora durante anos. Ficamos amigos e o que hoje sei de tupi-guarani devo a ele. Em dado momento da vida Tibiriça pirou da cabeça. Abandonou tudo e foi morar em uma vila de pescadores na cidade de Cananéia, litoral paulista. Ficou lá um par de anos. Foi se “curar da civilização”, disse ele. Pude conhecê-lo no período da sua volta ainda mais sábio e encantador. Uma vez o levei comigo para um evento literário na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. Na estrada ele me pediu para comprar uma penca de pacovas. Uma penca? Sim, disse ele. Foi o que fiz. Tibitiça comeu durante a viagem 32 pacovas. Acangaíba!