Lagarta do pé de Vento

Lagarta do pé de vento virou borboleta azul do céu. Eu vi, eu estava lá, eu desejei voar igual: Foi assim que a vida me levou além do último horizonte. Existe o tempo de todos. É assim que a natureza se manifesta. Fui menino, depois jovem, adulto, maduro e agora idoso. Aconteceu! Estou pronto? Ninguém está. Voar ainda me desafia. Até quando? Eu e minhas – manias – de borboletas. Adiante o mirador da metamorfose. Silêncio de encontrar e partir – novamente. Despedida? Não. Desapego. Lagarta é assim. Simplesmente voa.