Autopsia de Napoleão Bonaparte

Em 1936, a Revista PAN, ano II, número 10, página 14, publicou matéria assinada por O. Aubry, testemunha ocular, com revelações “bombásticas” da autopsia de Napoleão Bonaparte (Napoleão I, líder político e militar durante os últimos estágios da Revolução Francesa). Contou ele na reportagem: “Preparada uma grande mesa sobre cavaletes coberta com um pano depositaram nela o cadáver. Durante a primeira parte da operação nada me pareceu chamar a atenção dos médicos da equipe do Prof. Antonmarchi, médico responsável pela autopsia, a não ser a extraordinária quantidade de gordura que cobria quase todas as partes do interior, sob o peito, particularmente na região do coração. Abrindo a parte baixa do corpo, onde está situado o fígado, acharam que o estômago tinha aderido ao lado esquerdo daquele órgão e parecia muito afetado. Os médios, imediata e unanimemente, exprimiram a convicção de que o estômago fora a causa da morte. Retiraram o estômago num estado horrível, reduzido a um terço do seu tamanho normal, coberto de substâncias cancerosas e nele uma cavidade por onde podia passar o dedo mínimo.” Napoleão passou os seus últimos 6 anos confinado pelos britânicos na ilha de Santa Helena. A autópsia oficial concluiu que Napoleão morreu de câncer no estômago, embora haja suspeitas de envenenamento por arsênio. Ninguém explicou até hoje o furo de um dedo no estômago do Italiano, Veneziano e Francês.