1942 do João Barone

Um dia eu tive 21 anos. Alguns duvidam disso. A vida é assim mesmo: “Desleal e desumana”.  Palavras do meu saudoso pai Luiz Gonzaga. Ele costumava dizer: “Não adianta comprar um canivete. O inimigo carrega um facão”. Estou lendo o livro “1942” do João Barone, rebelde baterista dos incríveis “Paralamas do Sucesso”. Doce saber do seu pai “João Silva”, pracinha brasileiro que lutou na II Guerra Mundial. Meu pai Luiz foi do Pelotão Sampaio. Chegou até a embarcar em um navio americano, mas o cascudo não zarpou. A guerra havia acabado! Minha avó Sarah - da promessa feita pela vida do seu filho Luiz - foi então resgatar na paróquia o anel com brilhante entregue ao padre. Voltou de mãos vazias. Hoje, “quase aos 60” compreendo o real significa da máxima “vão-se os anéis, ficam os dedos”. Morrendo e aprendendo!